Vinho Americano Woodbridge Tinto Pinot Noir 2014

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Robert Mondavi foi o maior nome do vinho norte-americano na segunda metade do século passado, o embaixador do vinho californiano. Além de ter produzido vinho, deu forte impulso à culinária, às artes e, mais recentemente, à filantropia na Califórnia. Hoje, Robert Mondavi vende mais de 9 milhões de caixas em todo o mundo e é a 4° maior marca de vinhos do mundo.
  • País: Estados Unidos
  • Região: Califórnia
  • Safra: 2014
  • Tipo: Tinto
  • Uva: Blend (79% Pinot Noir, 11% Syrah, 2% Tempranillo, 2% Cinsault, 2% Tannat, 2% Alicante Bouschet e 2% outras variedades tintas.)
  • Volume: 750 ml
  • Teor alcoólico: 13.0000%
  • Temperatura de serviço: 15,0ºC a 17,0ºC
  • Combinações enogastronômicas: Aperitivo, salmão grelhado, grelhados leves, risoto de cogumelos, pizzas em geral, queijos médios como Gouda.
  • Validade: Validade indeterminada desde que conservado com a sua vedação original em local seco e fresco ao abrigo da luz, sem trepidações, com temperatura constante, sem odores fortes e preferencialmente na posição horizontal.
  • Vinícola: Robert Mondavi Winery
  • Família: Vinho de Mesa Fino
  • Estilo: Meio Seco
  • Coloração: Tinto
  • Sommelier: Notas de Prova - Woodbridge Pinot Noir : Um tinto elegante, com aromas de cerejas e notas provenientes do contato com o cavalho, como cacau e tostado. Corpo médio, de acidez refrescante e taninos leves e macios. Vai bem com massas e aves.

Robert Mondavi Winery

Robert Mondavi estabeleceu sua vinícola em 1966 com a visão de criar vinhos do Napa Valley que ficariam entre os melhores do mundo. Ele escolheu o vinhedo To Kalon, no coração do Vale do Napa, como sede da vinícola Robert Mondavi. Esta vinícola localizada em Oakville, Califórnia, é conhecida por produzir alguns dos melhores vinhos Cabernet Sauvignon do mundo, bem como por suas uvas Sauvignon Blanc, com as quais o Sr. Mondavi criou seu vinho exclusivo, o Fumé Blanc. O Sr. Mondavi acreditava que os vinhos deveriam refletir suas origens, que eles são o produto do solo, do clima e da cuidadosa administração desses preciosos recursos. Ele também acreditava em combinar as mais novas técnicas e tecnologias com tradições de vinificação consagradas pelo tempo. As equipes de vinificação têm orgulho de cumprir o mandato de seu fundador de sempre se esforçar mais, de perseguir o objetivo de excelência de Robert Mondavi com a mesma paixão e espírito inovador, avançando com programas que quebram barreiras e abram novas fronteiras. Liderando esta iniciativa está Geneviève Janssens, Diretora de Vinificação. Geneviève, cuja relação com a vinícola começou em 1978, foi eleita Enóloga do Ano pela Wine Enthusiast em 2010.

Blend (79% Pinot Noir, 11% Syrah, 2% Tempranillo, 2% Cinsault, 2% Tannat, 2% Alicante Bouschet e 2% outras variedades tintas.)

Pinot Noir é uma das uvas mais antigas, com cerca de 20 séculos de existência! A excelente variedade tinta da Borgonha revela características muito próprias e grande personalidade, bem diferente da uva Cabernet Sauvignon, e das castas Merlot e Syrah.  Os bons vinhos de Pinot Noir primam pela elegância, finesse e complexidade, com maravilhosos e sutis aromas. Em nenhum outro lugar ela atinge o nível de qualidade e o estilo de sua terra natal, a Borgonha. Mas hoje há ótimos Pinot Noir também em regiões como a Nova Zelândia e em Oregon, além das áreas mais frias do Chile, África do Sul, Austrália e Argentina, sem contar as experiências de muitos produtores europeus no Norte da Itália, Alemanha e outras regiões. Ela também é uma das principais uvas dos Champagne. A Syrah certamente origina um dos mais cultuados e apreciados vinhos do planeta. Os vinhos produzidos com a Syrah são profundos e encorpados, repleto de notas de especiarias e frutas negras maduras. É uma casta que pode originar vinhos com perfis aromáticos distintos, dependendo do tipo de clima onde é cultivada. Nas regiões de clima quente, os vinhos são encorpados, com notas que lembram ameixa e chocolate. Em regiões mais frias, são famosos os Syrahs com notas de pimenta-do-reino e couro. Grande uva ibérica, a casta Tempranillo gera vinhos tintos maravilhosos na Espanha, onde aparece também como Tinto Fino e Tinta del Pais. É a principal responsável pelos grandes rótulos da Rioja, Ribera del Duero e Toro, entre outras regiões. Seu nome Tempranillo faz referência ao seu brotamento precoce, amadurecimento rápido e crescimento curto. Traduzida do espanhol, sua denominação foi inspirada na palavra cedo (temprano). A casta Tempranillo possui cachos médios de tamanho compacto, com bagos de coloração negra brilhante e de formato cilíndrico. A uva se adapta bem a climas frios, sendo melhor cultivada em solos argilosos ou rochosos. Sendo versátil, a casta Tempranillo pode ser utilizada na vinificação sozinha (varietal) ou em corte, compondo tintos de ótima qualidade com Syrah, Garnacha, Cabernet Sauvignon ou Mazuelo. Em Portugal, onde atende pelo nome de Tinta Roriz no Douro e Aragonez no Alentejo, essa uva também é bastante requisitada, compondo ótimos vinhos. Produz tintos encorpados e de boa estrutura, muito saborosos, perfeitos para o envelhecimento em carvalho, com coloração intensa, aromas marcantes e um retrogosto bastante longo. A origem da casta Cinsault é o sul da França, na região de Languedoc-Roussillon, onde é muito cultivada, e sua pronúncia assemelha-se a “sãn-soul”. O vinho produzido com Cinsault é frutado, com uma cor vermelha atraente, aroma agradável, e poucos taninos. Seus aromas e sabores remetem a mirtilo, cereja, amora, pimenta, e carne vermelha. Gralmente é utilizada em cortes com Grenache, Syrah, Mourvèdre e Carigan, oferecendo suavidade, flexibilidade, leveza e aroma. Como seu próprio nome indica, a Tannat é uma uva com grande quantidade de taninos, sendo uma das castas com maior carga tânica de todo o mundo, ao lado da uva Baga. Originária da região de Madiran, no sudoeste da França, ela resulta em vinhos tintos duros que precisam de anos para amaciar. Ao ser levada por colonizadores bascos para a região do Uruguai, adaptou-se muito bem ao clima mais quente do que o presente no sudoeste francês, tornando-se a uva emblemática desse país do Cone Sul. Hoje ocupa 1/3 dos vinhedos do Uruguai – um volume duas vezes maior do que em sua terra natal na região de Madiran, no sudoeste da França. Recentemente foi descoberto por meios de pesquisas realizadas por médicos, que a casta Tannat é rica em revesratrol, substância muito encontrada em vinhos tintos que é extremamente benéfica para a saúde, auxiliando na redução do mau colesterol e no combate ao câncer. Por muito tempo a Tannat foi chamada de Harriague – homenagem a Pascual Harriague, que introduziu a cepa no Uruguai. Hoje produz na América do Sul vinhos tintos bastante saborosos e bem mais macios e acessíveis, em uma grande variedade de estilos. No Uruguai, região que a casta Tannat se adaptou de forma extraordinária, existem exemplares de vinhos varietais da uva, mas podem ser encontrados blends com cortes típicos da região de Bordeaux, com as castas Cabernet Franc, Merlote Cabernet Sauvignon. Criada em laboratório pelo Francês Henri Bouschet, no final de 1800, na região de Languedoc-Roussillon, a uva Alicante Bouschet é a união das castas Petit Bouschet e Grenache. Apesar de ter sido criada na França, esse tipo de uva é majoritariamente cultivado em Portugal, e os vinhos tintos que usam a Alicante Bouschet são rótulos frutados de bom equilíbrio. A casta proporciona enorme capacidade de envelhecimento para os exemplares, de forma que os vinhos se tornem profundos, aromáticos e que se assemelhem a canela e pimenta.  

Califórnia

“Uma das maiores e melhores regiões produtoras de vinhos no Novo Mundo”, assim é tida a Califórnia por especialistas e amantes da bebida dos deuses. Depois dos três países mais tradicionais na vitivinicultura internacional, França, Itália e Espanha, o estado americano é o maior produtor de vinho no mundo, isto é, a quarta potência no que se refere ao cultivo, produção e comercialização da bebida em todo o planeta. Os números são impressionantes: o ensolarado estado da costa oeste norte-americana é responsável por mais de 90% da produção vinícola dos Estados Unidos, e, todo o ano, recebe a visita de cerca de 20 milhões de pessoas em suas principais regiões produtoras, que além de tudo oferecem ótimas alternativas de turismo para os apreciadores do vinho. Mas a importância da Califórnia no universo vinícola não está apenas nesses grandes números; os vinhos californianos são conhecidos, respeitados e prestigiados por serem de extrema qualidade, tintos complexos e encorpados, e brancos deliciosos produzidos a partir de uva bem maduras. O clima mediterrâneo, o frescor do vento constante, o sol imponente que às vezes dá lugar a chuvas bem localizadas, aliado às particularidades privilegiadas do solo em território cortado por pequenos vales dão à região um valor qualitativo muito alto para os vinhos lá produzidos. Napa Valley e Sonoma Valley são as duas principais regiões de produção vinícola na Califórnia, somente nelas existem mais de 800 vinícolas. A região da Napa concentra o maior número de vinícola no mundo, e produz vinhos de categoria elevada; a região de Sonoma, por sua vez, é conhecida por fornecer uvas de grande qualidade para a produção de vinhos em outras regiões. Mendocino, Monterey, Paso Robles, Russian River Valley, Dry Creek Valley, Alexander Valley também são regiões vitivinicultoras bastante conhecidas na Califórnia.

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