Vinho Português Cartuxa Évora Reserva Tinto Blend 2013

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Estes vinhos associam a sua qualidade ao nome dos monges Cartuxos que, desde 1598, levam uma vida solitária de oração no Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli. Os vinhos tintos têm por base as castas mais comuns do Alentejo: Trincadeira, Aragonez, Alfrocheiro, Periquita, Moreto e Tinta Caiada. Com estágio em madeira de carvalho, são vinhos com boa estrutura, elegantes e que combinam os aromas das castas utilizadas a um sabor persistente e complexo. O Cartuxa tinto Reserva resulta de uma criteriosa selecção de castas das parcelas de vinha de maior idade da Fundação Eugénio de Almeida.
  • País: Portugal
  • Região: DOC Alentejo
  • Safra: 2013
  • Tipo: Tinto
  • Uva: Blend (Alicante Bouschet e Aragonez)
  • Volume: 750 ml
  • Teor alcoólico: 14.5000%
  • Temperatura de serviço: 16,0ºC a 18,0ºC
  • Amargor: 1/5
  • Corpo: 3/5
  • Aroma: 1/5
  • Validade: Validade indeterminada desde que conservado com a sua vedação original em local seco e fresco ao abrigo da luz, sem trepidações, com temperatura constante, sem odores fortes e preferencialmente na posição horizontal.
  • Vinícola: Fundação Eugénio de Almeida - Adega Cartuxa
  • Vinificação: Produzido a partir de castas, criteriosamente selecionadas, Alicante Bouschet e Aragonez, plantadas
  • Família: Vinho de Mesa Fino
  • Estilo: Seco
  • Coloração: Tinto
  • Sommelier: Notas de Prova - Cartuxa Reserva Tinto: Coloração granada. Amplo no nariz, com profundidade e elegância, num estilo arredondado e harmonioso É um vinho alentejano, fiel às origens, com um toque de modernidade. Macio e envolvente, é um tinto afinado, polido, acetinado e muito prazeroso.
  • Acidez total: (g/l) – 5,4
  • PH: 3,66
  • Açúcar residual: Açúcares totais (g/l) – 0,7

Fundação Eugénio de Almeida - Adega Cartuxa

A Fundação Eugénio de Almeida é uma instituição de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora. A missão institucional da Fundação concretiza-se nos domínios cultural e educativo, social e assistencial, e espiritual visando o desenvolvimento e elevação da região de Évora. Prosseguindo a exploração da vinha, que desde tempos imemoriais se faz na região, a Fundação Eugénio de Almeida é também herdeira de uma longa história no setor vitivinícola, pois desde o final do Séc. XIX que a cultura da vinha faz parte da tradição produtiva da Casa Agrícola Eugénio de Almeida. 

A iniciativa da plantação dos vinhedos constituíram a origem mais remota dos vinhos da Fundação. Com a expansão e o sucesso progressivos da produção vitivinícola da Instituição, a Adega da Cartuxa, instalada no antigo refeitório da Casa de Repouso dos Jesuítas, foi sendo alvo de melhoramentos. Desses, destaca-se a grande reestruturação que ocorreu entre 1993 e 1995, e que permitiu o reequipamento e a ampliação de todos os setores da adega, aumentando-se de forma considerável seu potencial de vinificação e sua capacidade de armazenagem.

Blend (Alicante Bouschet e Aragonez)

Criada em laboratório pelo Francês Henri Bouschet, no final de 1800, na região de Languedoc-Roussillon, a uva Alicante Bouschet é a união das castas Petit Bouschet e Grenache. Apesar de ter sido criada na França, esse tipo de uva é majoritariamente cultivado em Portugal, e os vinhos tintos que usam a Alicante Bouschet são rótulos frutados de bom equilíbrio. A casta proporciona enorme capacidade de envelhecimento para os exemplares, de forma que os vinhos se tornem profundos, aromáticos e que se assemelhem a canela e pimenta.  Aragonez é a mesma casta que a espanhola Tempranillo. Também chamada de Tinta Roriz, é muito fina e de extraordinária qualidade. Em bons anos produz vinhos encorpados, escuros e muito aromáticos. Esta casta  possui casca grossa, bagos pequenos e escuros, que sinalizam o seu potencial para vinhos com bons níveis de taninos, e sabores complexos. Os vinhos produzidos à base de Tempranillo apresentam uma cor vermelha rubi intensa, principalmente quando jovens. É casta precoce (originariamente o nome desta casta é Tempranillo por sua maturação precoce – temprano significa ‘‘cedo’’), muito vigorosa e produtiva, facilmente adaptável a diferentes climas e solos, tendo-se estendido rapidamente para as regiões do Dão, Tejo e Lisboa. Se o vigor for controlado, oferece vinhos que concertam elegância e robustez, fruta e especiarias, num registo profundo e vivo. Prefere climas quentes e secos, temperados por solos arenosos ou argilo-calcários. Os aromas mais comuns em vinhos produzidos com esta casta frutos vermelhos, ameixa, mirtilo, framboesa, tabaco e condimentos.

DOC Alentejo

A região portuguesa de Alentejo apresenta um clima caracterizado pela baixa incidência de chuvas, verões intensos e o inverno pouco rigoroso, que é um dos maiores responsáveis pela qualidade dos vinhos lá produzidos, em geral degustados enquanto jovens.

A tradição vinícola da região de Alentejo existe desde a época do Império Romano. Os solos da região de Alentejo possuem diferentes composições de acordo com o extremo em que se localizam. A maioria apresenta xisto, enquanto outros solos caracterizam-se pela presença de areia.

Outro ponto importante é a baixa altitude em que os vinhedos encontram-se, variando entre 50 e 200 m, característica que cria condições ideais para o cultivo das castas autóctones Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouchet. Com mais de 22 mil hectares de vinhedos plantados, a região de Alentejo produz, anualmente, cerca de 88 milhões de litros de vinho, sendo responsável pela maior parte da produção de vinhos de Portugal.

Com mais de três mil horas de sol por ano, solos pobres e apenas 600mm de chuvas anuais, o Alentejo produz vinhos que adquirem harmonia e elegância já no primeiro ano de vida. As diferentes safras mantém um padrão alto e constante dos vinhos ano após ano. Os vinhos alentejanos são muitos sedutores e conquistam os enófilos logo no primeiro gole.

A capital, Évora, é Patrimônio Histórico da Humanidade, tomada pela UNESCO. Do Alentejo também vêm os tapetes de Arraiolos e os belos mármores de Estremoz.

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