Vinho Português Cortes de Cima Dois Terroirs Tinto

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Este lote de Aragonez, Syrah e Pinot Noir resulta da fusão de dois terroirs distintos, onde o clima mediterrânico do interior alentejano se cruza com o clima marítimo fresco da costa atlântica alentejana. Viticultura Sustentável: Protecção Integrada. Colheita, produção e engarrafamento na propriedade familiar.
  • País: Portugal
  • Região: Regional Alentejano
  • Tipo: Tinto
  • Uva: Blend (50% Aragonez, 25% Syrah, 25% Pinot Noir)
  • Volume: 750 ml
  • Teor alcoólico: 13.5000%
  • Validade: Validade indeterminada desde que conservado com a sua vedação original em local seco e fresco ao abrigo da luz, sem trepidações, com temperatura constante, sem odores fortes e preferencialmente na posição horizontal.
  • Vinícola: Cortes de Cima S.A
  • Vinificação: Este lote de Aragonez, Syrah e Pinot Noir resulta da combinação de dois terroirs Alentejanos distintos. Pinot Noir, plantada nas areias da fresca costa atlântica, contribui com frescura e elegância, que equilibra a abundante fruta do Aragonez e da Syrah, plantadas nos solos argilosos sobre calcário no interior da região. Vinhas sob Viticultura sustentável.
  • Maturação: 25% do lote estagiou 8 meses em Carvalho Francês.
  • Estilo: Seco
  • Coloração: Tinto
  • Sommelier: Notas de Prova - Vinho Português Cortes de Cima Dois Terroirs : Aromas a frutos de bago vermelho, especiarias e baunilha. Firme e fresco no palato, sumarento com fruta intensa, persistente no final.
  • Acidez total: 5.40
  • PH: 3.66
  • Açúcar residual: Açucares Redutores: 0.9

Cortes de Cima S.A

Em 1988, um casal americano-dinamarquês partiu num veleiro para encontrar um lugar onde constituir uma família e plantar uma vinha. Chegaram ao Alentejo, e numa terra de castas brancas plantaram variedades tintas. E assim começa a história dos vinhos Cortes de Cima. Gazelle la Goelette” era o nome do veleiro que trouxera Hans e Carrie Jorgensen numa longa viagem desde o outro lado do mundo, pela Baía da Biscaia e em redor da Finisterra. 

 

Começaram a trabalhar o campo, e Hans, um engenheiro, construiu uma barragem. Enquanto a vinha crescia, plantaram girassóis, tomates e melões para pagar as contas. As crianças nasceram – Thomas em 1991 e Anna em 1993.

 

Em 1988 Hans e Carrie atracaram em Portugal e, no coração do Alentejo, descobriram “Cortes de Cima”. Era apenas terra improdutiva e algumas construções abandonadas, mas lembravam Carrie da sua terra natal: a Califórnia. Hans, que nascera na Dinamarca, ficou simplesmente encantado pelo sol mediterrânico.  

Por fim, as primeiras uvas chegaram. Em 1998, nascia um Syrah ímpar no Alentejo: escuro, com um equilíbrio fantástico e um final sumptuoso.  

 

Por fim, as primeiras uvas chegaram. Em 1998, nascia um Syrah ímpar no Alentejo: escuro, com um equilíbrio fantástico e um final sumptuoso.  

Era o lugar perfeito para assentar,  formar uma família e plantar uma vinha. Vidigueira era a terra das castas brancas mas eles acharam que era o clima ideal para a Syrah, uma variedade do Ródano. Mas a Syrah não era aprovada pelas regras da Denominação de Origem. Hans e Carrie não quiseram saber - eles tinham um sonho. 

 

Mas este vinho guardava um segredo. As regras de denominação de origem não permitiam rotular o seu vinho de Syrah. E, assim, eles chamaram-lhe «Incógnito» e apresentaram-no ao mundo. “Incógnito” e Cortes de Cima tornaram-se um sucesso. Um Syrah do Alentejo não voltaria a ser considerado “ilegal”!

Blend (50% Aragonez, 25% Syrah, 25% Pinot Noir)

Aragonez é a mesma casta que a espanhola Tempranillo. Também chamada de Tinta Roriz, é muito fina e de extraordinária qualidade. Em bons anos produz vinhos encorpados, escuros e muito aromáticos. Esta casta  possui casca grossa, bagos pequenos e escuros, que sinalizam o seu potencial para vinhos com bons níveis de taninos, e sabores complexos. Os vinhos produzidos à base de Tempranillo apresentam uma cor vermelha rubi intensa, principalmente quando jovens. É casta precoce (originariamente o nome desta casta é Tempranillo por sua maturação precoce – temprano significa ‘‘cedo’’), muito vigorosa e produtiva, facilmente adaptável a diferentes climas e solos, tendo-se estendido rapidamente para as regiões do Dão, Tejo e Lisboa. Se o vigor for controlado, oferece vinhos que concertam elegância e robustez, fruta e especiarias, num registo profundo e vivo. Prefere climas quentes e secos, temperados por solos arenosos ou argilo-calcários. Os aromas mais comuns em vinhos produzidos com esta casta frutos vermelhos, ameixa, mirtilo, framboesa, tabaco e condimentos. A Syrah certamente origina um dos mais cultuados e apreciados vinhos do planeta. Os vinhos produzidos com a Syrah são profundos e encorpados, repleto de notas de especiarias e frutas negras maduras. É uma casta que pode originar vinhos com perfis aromáticos distintos, dependendo do tipo de clima onde é cultivada. Nas regiões de clima quente, os vinhos são encorpados, com notas que lembram ameixa e chocolate. Em regiões mais frias, são famosos os Syrahs com notas de pimenta-do-reino e couro. Pinot Noir é uma das uvas mais antigas, com cerca de 20 séculos de existência! A excelente variedade tinta da Borgonha revela características muito próprias e grande personalidade, bem diferente da uva Cabernet Sauvignon, e das castas Merlot e Syrah.  Os bons vinhos de Pinot Noir primam pela elegância, finesse e complexidade, com maravilhosos e sutis aromas. Em nenhum outro lugar ela atinge o nível de qualidade e o estilo de sua terra natal, a Borgonha. Mas hoje há ótimos Pinot Noir também em regiões como a Nova Zelândia e em Oregon, além das áreas mais frias do Chile, África do Sul, Austrália e Argentina, sem contar as experiências de muitos produtores europeus no Norte da Itália, Alemanha e outras regiões. Ela também é uma das principais uvas dos Champagne.

Regional Alentejano

O vasto e diferenciado território do Alentejo encontra-se dividido administrativamente em três distritos, Portalegre, Évora e Beja que, juntos, perfazem as fronteiras naturais do Vinho Regional Alentejano. Apesar das diferenças regionais vincadas, apesar da multiplicidade de castas presentes nos encepamentos, apesar da evidente heterogeneidade de solos que caracteriza o Alentejo, com afloramentos dispersos de barros, xisto, granito, calhau rolado, calcários e argilas, existem inúmeros traços comuns nos vinhos da grande planície alentejana.

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