Vinho Português Cortes de Cima Homenagem a Hans Christian Andersen 2011

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  • Medalha
  • Ouro
  • País
  • Portugal
  • Vinícola
  • Cortes de Cima S.A
  • Safra
  • 2011
  • Reconhecimento
  • -
  • Concurso
  • Syrah du Monde
  • Ano
  • 2015
  • Medalha
  • Prata
  • País
  • Portugal
  • Vinícola
  • Cortes de Cima S.A
  • Safra
  • 2011
  • Reconhecimento
  • -
  • Concurso
  • Concurso Vinhos de Portugal
  • Ano
  • 2015
  • Medalha
  • Prata
  • País
  • Portugal
  • Vinícola
  • Cortes de Cima S.A
  • Safra
  • 2011
  • Reconhecimento
  • -
  • Concurso
  • Intl Wine & Spirit Competition
  • Ano
  • 2014
  • Medalha
  • Prata
  • País
  • Portugal
  • Vinícola
  • Cortes de Cima S.A
  • Safra
  • 2011
  • Reconhecimento
  • -
  • Concurso
  • Challenge International du Vin
  • Ano
  • 2014
Uma comemoração especial de 100% Syrah lançado no bicentenário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Em 1991, foram os primeiros a plantar Syrah no Alentejo, com enchertos seleccionados da casta do sul do Ródano. A 16ª vindima. Mais um recorde de precipitação registado no inverno. Recorde de calor tropical em Maio. A vindima nunca começou tão cedo, também isso foi um recorde. O clima no verão e durante a vindima foi extremo. A quantidade de uvas vindimadas foi elevada. A qualidade da vindima foi acima da média. Viticultura Sustentável: Proteção Integrada. Produção Total:  12.300 garrafas  - Colheita, produção e engarrafamento na propriedade familiar.  
  • País: Portugal
  • Região: Regional Alentejano
  • Safra: 2011
  • Tipo: Tinto
  • Uva: Syrah / Shiraz
  • Volume: 750 ml
  • Teor alcoólico: 14.0000%
  • Validade: Validade indeterminada desde que conservado com a sua vedação original em local seco e fresco ao abrigo da luz, sem trepidações, com temperatura constante, sem odores fortes e preferencialmente na posição horizontal.
  • Vinícola: Cortes de Cima S.A
  • Vinificação: As uvas que deram origem a este vinho crescem nas vinhas, onde seguiram um programa de viticultura sustentada. As uvas foram rigorosamente selecionadas pelo que estavam num ótimo estado de maturação. Foram fermentadas sem engaço, a temperaturas controladas, e regulares delestage, com um alargado período de maceração das películas para melhorar o aroma a frutos e conseguir um bom equilíbrio e estrutura de taninos. Envelhecido durante 8 meses em barricas de carvalho francês e americano até altura do engarrafamento em Julho de 2012.
  • Maturação: 8 meses em barricas de carvalho francês e americano.
  • Família: Vinho de Mesa Fino
  • Estilo: Seco
  • Coloração: Tinto
  • Sommelier: Notas de Prova - Cortes de Cima Homenagem a Hans Christian Andersen Tinto: Aromas de frutos de bago escuro, groselha, mirtilos e cássis. Elegante no palato, revela fruta distinta e saborosa com madeira de qualidade bem integrada. Equilíbrio notável, boa estrutura de taninos, longo e persistente.
  • Acidez total: 6.2
  • PH: 3.65
  • Açúcar residual: 2.3

Cortes de Cima S.A

Em 1988, um casal americano-dinamarquês partiu num veleiro para encontrar um lugar onde constituir uma família e plantar uma vinha. Chegaram ao Alentejo, e numa terra de castas brancas plantaram variedades tintas. E assim começa a história dos vinhos Cortes de Cima. Gazelle la Goelette” era o nome do veleiro que trouxera Hans e Carrie Jorgensen numa longa viagem desde o outro lado do mundo, pela Baía da Biscaia e em redor da Finisterra. 

 

Começaram a trabalhar o campo, e Hans, um engenheiro, construiu uma barragem. Enquanto a vinha crescia, plantaram girassóis, tomates e melões para pagar as contas. As crianças nasceram – Thomas em 1991 e Anna em 1993.

 

Em 1988 Hans e Carrie atracaram em Portugal e, no coração do Alentejo, descobriram “Cortes de Cima”. Era apenas terra improdutiva e algumas construções abandonadas, mas lembravam Carrie da sua terra natal: a Califórnia. Hans, que nascera na Dinamarca, ficou simplesmente encantado pelo sol mediterrânico.  

Por fim, as primeiras uvas chegaram. Em 1998, nascia um Syrah ímpar no Alentejo: escuro, com um equilíbrio fantástico e um final sumptuoso.  

 

Por fim, as primeiras uvas chegaram. Em 1998, nascia um Syrah ímpar no Alentejo: escuro, com um equilíbrio fantástico e um final sumptuoso.  

Era o lugar perfeito para assentar,  formar uma família e plantar uma vinha. Vidigueira era a terra das castas brancas mas eles acharam que era o clima ideal para a Syrah, uma variedade do Ródano. Mas a Syrah não era aprovada pelas regras da Denominação de Origem. Hans e Carrie não quiseram saber - eles tinham um sonho. 

 

Mas este vinho guardava um segredo. As regras de denominação de origem não permitiam rotular o seu vinho de Syrah. E, assim, eles chamaram-lhe «Incógnito» e apresentaram-no ao mundo. “Incógnito” e Cortes de Cima tornaram-se um sucesso. Um Syrah do Alentejo não voltaria a ser considerado “ilegal”!

Syrah / Shiraz

A Syrah certamente origina alguns dos mais cultuados e apreciados vinhos do planeta. Os vinhos produzidos com a Syrah são profundos e encorpados, repletos de notas de especiarias e frutas negras maduras. É uma casta que pode originar vinhos com perfis aromáticos distintos, dependendo do tipo de clima onde é cultivada. Nas regiões de clima quente, os vinhos são encorpados, com notas que lembram ameixa e chocolate. Em regiões mais frias, são famosos os Syrahs com notas de pimenta-do-reino e couro. Incrivelmente longevos, os melhores exemplos de vinhospodem evoluir por décadas  na adega. Historicamente, os vinhos elaborados com a Syrah eram clandestinamente adicionados aos vinhos de Bordeaux para deixá-los mais encorpados e potentes. A origem da casta Syrah era controversa até 1998, quando testes de DNA comprovaram que esta variedade originou-se de um cruzamento entre as uvas Dureza e Mondeuse Blanche. O cruzamento ocorreu naturalmente há centenas de anos, na região dos Alpes do Rhône – até hoje uma referência para os mais aclamados e disputados vinhos elaborados com esta casta. No Norte do Rhône, os cultuados Hermitage e Côte-Rôtie são os mais aristocráticos exemplos de vinhos elaborados com a uva Syrah. Verdadeiros clássicos, esses vinhos geralmente demandam vários anos em garrafa para mostrar todas as suas qualidades. Os Saint-Joseph e os mais populares Crozes-Hermitage são alternativas mais baratas e geralmente menos longevas de vinhos, mas que conseguem mostrar o caráter da uva Syrah cultivada no Norte do Rhône. Fora da sua região de origem, a Austrália é o país mais famoso pelos vinhos elaborados com a Syrah. Ali, ela é chamada de Shiraz e os mais famosos exemplos são bastante concentrados e cheios de fruta. Os melhores vinhos são realmente excelentes, mas o grande sucesso fez surgir alguns rótulos mais comerciais – geralmente um pouco enjoativos, com fruta muito doce e notas exageradas de carvalho. Esses vinhos prejudicaram um pouco a imagem que o vinho australiano gozava até há pouco tempo. Mesmo assim, os melhores Syrahs da Austrália estão entre os grandes vinhos clássicos do Novo Mundo e merecem ser provados. Recentemente diversos países têm produzido vinhos tintos de classe mundial com a Syrah, atestando o grande potencial da casta. Além da França e Austrália, podemos certamente citar Itália, Chile, África do Sul, Estados Unidos e Argentina. Os vinhos produzidos com a casta Syrah são uma excelente opção para acompanhar carne de aves e queijos amarelos, sendo a bebida ideal para ser degustada junto com fondues e soufflés.

Regional Alentejano

O vasto e diferenciado território do Alentejo encontra-se dividido administrativamente em três distritos, Portalegre, Évora e Beja que, juntos, perfazem as fronteiras naturais do Vinho Regional Alentejano. Apesar das diferenças regionais vincadas, apesar da multiplicidade de castas presentes nos encepamentos, apesar da evidente heterogeneidade de solos que caracteriza o Alentejo, com afloramentos dispersos de barros, xisto, granito, calhau rolado, calcários e argilas, existem inúmeros traços comuns nos vinhos da grande planície alentejana.

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